Com o nosso sangue esse clube foi criado, e com o nosso sangue ele será reerguido. Avanti Palmeiras.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
O Palmeiras é eterno!
Há certas coisas na vida que são eternas. O amor verdadeiro é eterno. A amizade sincera é eterna. A paixão por um clube é eterna. O Palmeiras é eterno. Engana-se quem acha que o Palmeiras morreu. O Palmeiras, quando nasceu há 98 anos, já tinha vocação para a eternidade. Para o palestrino, o Palmeiras é o próprio elixir da vida. O verde do Palmeiras é pura fotossíntese, é radiação de energia que move uma legião de torcedores. O verde do Palmeiras é a clorofila indispensável para dar vida a essa química de amor entre a torcida e o clube. O Palmeiras, é verdade, não tem a maior torcida do Brasil, não é a mais vibrante nem tampouco a mais simpática. Mas o amor do palmeirense pelo clube, esse, sem dúvida, é o mais intenso que um time pode ter. Ah, mas e as torcidas do Corinthians, Flamengo, São Paulo, Vasco, Galo, Grêmio, Bahia? Ora, essas também são maravilhosas, com seus gritos, suas coreografias, seus hinos e fanatismo. O Torcedor do Palmeiras, no entanto, é único. Ele sente pelo Palmeiras uma espécie de amor doentio, paranoico, possessivo, algo muito além das quatro paredes, ou melhor, quatro linhas. O torcedor do Palmeiras é como aquele marido ciumento capaz de tudo. Contrariado, arregala os olhos esbugalhados, dispara a voz rouca, xinga e ameaça cometer barbaridades indescritíveis. No entanto, nunca abandona o barco, ao contrário, quando vê o amor de joelhos é o primeiro a estender a mão para reerguê-lo. No seu amor cego, o torcedor do Palmeiras é movido quase que exclusivamente pelo instinto. Não à toa, uma parcela da torcida do Verdão, para salvar o time da segundona, até admite a virada de mesa. O Palmeiras é grande demais, o Palmeiras tem muita tradição, o Palmeiras confunde-se com a própria história do futebol. É dentro dessa lógica apaixonada e dos laços quase de sangue que unem a torcida e o Palmeiras, que há de se entender a súplica dos palestrinos. Todas as derrotas são dolorosas, umas mais do que as outras. O choro de um homem, diante do fracasso do time do coração, é algo comovente. Os estádios estão cheios de torcedores que se esbugalham em lágrimas quando um time é eliminado, perde um título, ou pior.. é rebaixado. Quem já não presenciou um torcedor tapando o rosto em meio a soluços incontroláveis? Quem nunca viu um torcedor ajoelhar na arquibancada, e, em transe, debruçar a cabeça no concreto? São cenas comuns a conrinthianos, são paulinos, santistas, flamenguistas, colorados, cruzeirenses e tantos outros. Há um retrato, no entanto, que só poderia ser protagonizado por um palmeirense. Ao assistir a derrota do Palmeiras na final do Mundial Interclubes em 99, um palmeirense vestia um terno impecável. Consolidada a vitória do Manchester por 1 a 0, o homenzarrão puxou a gravata e a usou como toalha tentando enxugar as lágrimas incessantes. Tal dramaticidade não se vê nem mesmo na ópera La Bohème, de Giacomo Puccini. Outro torcedor, teve a mais espantosa das reações diante do rebaixamento do Palmeiras. Adotou um silêncio sepulcral, como se estivesse revestido por uma blindagem auditiva. Foi alvo de todas as provocações, fizeram-lhe todas as pilhérias, foi vítima de risos cheios de dentes. Mas nada...., não disse uma única palavra, permaneceu absorto, como se estivesse empalhado numa sala de troféus. Agora que o Palmeiras caiu para a segunda divisão, era de se imaginar que a torcida também fosse para o buraco - escondendo-se como um avestruz. Mas não, o palmeirense renovou seu amor pelo clube e mais do que nunca promete apoio irrestrito. Para o torcedor do Palmeiras, não existe fronteira capaz de separá-lo do time - nem mesmo a segunda divisão.
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